Estádio do Prater. Viena. Maio de 1987.A equipa do Bayern de Munique voltava a território Austríaco,
mas, desta vez, para um simples jogo de brinquedo em que os adversários eram uns portugueses desconhecidos.
Bávaros de um lado, o Bayern de Munique, e seu esplendor, a sua riqueza;
Tripeiros do outro lado, o F.C.Porto e a sua condição de intruso, os nomes dos seus ases ainda por decorar.
Na aparência, um combate desigual, um titã diante de um gnomo, o "desperdício" de um ritual
com pompa e circunstância
num jogo de hora e meia com vencedor anunciado.
Assim ía ser e assim pareceu, durante nuitos minutos, Tratava-se, apenas de esperar e rebentaria a "Bierfiest"
a festa da cerveja, dourando o triunfo...

Havia 24 minutos de jogo quando Ludwing Kogl bateu Mlynarczyk e anunciou o que se assumia
como uma inevitabilidade, o esmagador triunfo germânico.
Por isso procuraram afanosamente, ao longo de toda a primeira parte, confirmar o golo de Kogl,
mas cedo os Alemães notaram que havia naqueles portugueses de azul e branco,
um brio, uma dignidade, um futebol a abater.
Aos 37 minutos da segunda parte o calcanhar mágico de Madjer, um golo monumental para a história, um golo mito,
abriu as portas para um triunfo inequívoco e esplendoroso.
Poucos minutos depois, Juary acabou com a superioridade
e arrogânçia dos germânicos ao facturar a segundo golo do F.C.Porto,
e fazer explodir de vez, os milhares de corações dos portugueses.
O Danúbio corria pintado de azul...e branco!